Ano Litúrgico
Revive todo o mistério da salvação e é diferente do ano civil. O ano litúrgico é o calendário religioso da Igreja. Começa e termina quatro semanas antes do Natal. Temos os anos A, B e C, sendo que nos anos A predominam as leituras do Evangelho de Mateus, nos anos B os de Marcos e nos anos C os de Lucas. O de São João é comum aos três anos. Neste ano de 2001 estamos no ano C - São Lucas.
O Ano Litúrgico compõe-se de dois grandes ciclos o Natal e a Páscoa. O Natal tem um tempo de preparação, que é o Advento e o tempo de preparação da Páscoa, damos o nome de Quaresma. Ao lado do Natal e da Páscoa está um período longo de 34 semanas chamado Tempo Comum. O Ano Litúrgico começa com o Primeiro Domingo do Advento e termina com o último sábado do Tempo Comum, que é na véspera do Primeiro Domingo do Advento. A seqüência dos diversos tempos do Ano Litúrgico é a seguinte:
Advento: Compõe-se de quatro semanas. Começa quatro domingos antes do Natal e termina no dia 24 de Dezembro. A cor das vestes litúrgicas é o roxo. Não é propriamente um tempo de penitência, mas de purificação da vida pela justiça e pela verdade, preparando os caminhos do Senhor. Também não é tempo de festa, mas de esperança e alegria moderada, pois arrumamos a casa para receber a mais nobre Visita, anunciada pelos Profetas. As personagens bíblicas em destaque nas leituras são: Isaías, João Batista, a Virgem Maria e o Messias.
Natal: Começa no dia 25 de Dezembro e prolonga-se por três domingos. A cor é branca. Celebra, com grande alegria, o nascimento de Jesus, que se fez Homem para a nossa Salvação. Nossa atitude é de gratidão e de glorificação a Deus "no mais alto dos céus". Nesse tempo estão também as festas da Sagrada Família, de Santa Maria Mãe de Deus, da Epifania e do Batismo de Jesus.
Tempo Comum (Primeira Parte): Começa logo após o Batismo de Jesus e se interrompe na terça-feira antes da Quarta-Feira de Cinzas. A cor é verde. Tempo Comum é um período sem grandes acontecimentos. Aí se apresenta a vida e a pregação de Jesus na rotina do seu dia a dia. É um tempo de esperança e acolhimentos da Palavra de Deus, que anuncia longamente o Reino dos céus.
Quaresma: Começa na Quarta-Feira de Cinzas e termina na quinta-feira da Semana Santa com a missa dos santos óleos. A cor é roxa. É tempo forte de conversão e penitência, de jejum e de oração. Precisamos renunciar ao mal e aderir a Jesus que carrega a sua cruz. É o tempo de preparação para a Páscoa. Compõe-se de 5 semanas. Na Quaresma não se diz "Aleluia" nem se colocam flores na Igreja. Os instrumentos musicais devem ser moderados apenas para sustentar o canto.
Páscoa: A páscoa começa com o Tríduo Pascal, na quinta-feira da Semana Santa (missa do lava-pés). O ponto alto desse tríduo é a Ressurreição do Senhor, na Vigília Pascal. O período pascal dura 50 dias. Vai até a festa de Pentecostes, que é a vinda do Espírito Santo. A cor é branca, símbolo da alegria. Devemos ressuscitar com Cristo.
Na segunda-feira após Pentecostes recomeça a segunda parte do Tempo Comum.
Tempo Comum (Segunda Parte): Começa na segunda-feira após Pentecostes e vai até o sábado antes do Primeiro Domingo do Advento. A cor é verde. Tempo Comum é um período sem grandes acontecimentos. Aí se apresenta a vida e a pregação de Jesus na rotina do seu dia a dia. É um tempo de esperança e acolhimentos da Palavra de Deus, que anuncia longamente o Reino dos céus.
IGREJA DE NOSSA SENHORA DA PAZ EM VILA FRANCA-AÇORES
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Cores Litúrgicas
A cor é um símbolo muito importante na vida do homem. Cada cor tem seu significado. Também na liturgia as cores ocupam um lugar muito importante. No começo existia uma preferência para o branco, não havia ainda as chamadas cores litúrgicas. Essas cores foram fixadas em Roma no século MI. Em pouco tempo os cristãos do mundo inteiro aderiram a este costume. As cores são cinco e cada uma tem seu significado e ocasião própria:
BRANCO - É a cor da Páscoa. Simboliza a ressurreição, vitória, pureza e alegria. É portanto a cor dos batizados. Usado na Páscoa, Natal, Festas do Senhor, nas Festas de Nossa Senhora e dos santos, exceto dos mártires.
VERMELHO - Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue por isso é a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão.
VERDE - Todos sabem que o verde significa esperança. É usado nos domingos do Tempo Comum e nos dias de semana.
ROXO - É símbolo da penitência, e é usado no tempo do advento e da quaresma. Também pode ser usado nas missas e exéquias (mortos), e na confissão.
PRETO - É a cor do luto. Hoje, pouco é usado na liturgia.
Essas são as cores oficiais da liturgia. No entanto um símbolo é útil apenas enquanto comunica seu significado sem necessidades de muitas explicações. No momento em que um símbolo provoca confusão e dúvida, perde sua utilidade. Isso aconteceu com o cor-de-rosa. Esta é uma cor Litúrgica usada no 3o. domingo do advento e no 4o. domingo da quaresma. Representa alegria, em meio a expectativa (advento) ou tristeza (quaresma). Mas no Brasil é uma cor que simboliza a feminilidade. Por isso muitos evitam usá-la.
Devemos seguir algumas regras para escolhermos as músicas de acordo com cada momento da Missa e o tempo litúrgico que se está vivendo. Vamos mostrar como se deve escolher a música adequada ao momento da missa, com algumas sugestões, e dentro dos links, nos tempos litúrgicos adequados. Clique nos links para ver as sugestões.
A Música e a Liturgia Eucarística
1- Ritos iniciais
Canto de Entrada: é o "cartão de visita". Deve ser feito um grande esforço para que ele tenha algo a ver com o tema daquela Missa. Se isso não for conseguido, deve ser um canto alegre, de louvor, que anime o povo a ir atrás de Jesus.
Santíssima Trindade: é muito importante se for cantado por toda a comunidade. Prepara o coração para o início da missa e invoca a Trindade Santa para celebrar conosco.
Ato Penitencial: deve ser um canto de arrependimento pelos pecados e pedido de piedade. O grande perigo desse canto reside em só cantarmos e não nos penitenciarmos. É necessário pedir que todo o orgulho caia por terra naquele momento e que o canto saia do mais profundo do nosso ser, purificando-nos totalmente.
Hino de Louvor (Glória): depois de sermos perdoados, devemos explodir de alegria no canto do glória. Não podemos cantá-lo no Advento e na Quaresma porque são tempos de penitência, mas no restante do ano devemos cantar. Para estar de acordo com a liturgia esse canto precisa ser um louvor à Trindade Santa.
2- Rito da Palavra
Salmo Responsorial: não é qualquer Salmo. A oração não deve ser mudada porque ela é uma resposta à primeira leitura. Se não der para cantar o Salmo é melhor lê-lo.
Aclamação ao Evangelho: este não pode deixar de ser cantado. Devemos anunciar a Boa Nova que será proclamada e festejara. É como se Jesus entrasse em nosso coração como entrou em Jerusalém triunfante! Por isso motivemos o povo! É hora de cantar Aleluia!
3- Rito Eucarístico
Canto das Oferendas: é um momento de entrega. Devemos entregar nossos corações, vozes e instrumentos a Deus. Se possível, um canto interligado com o tema do dia.
Santo: o mais importante da missa. É o maior louvor! Para se ter uma idéia, Hosana significa mil vezes aleluia! É o momento em que os anjos descem do céu para participar da Ceia do Senhor e preparar a Mesa Santa!
Pós - Consagração: é um momento de sublime adoração. Não é um canto obrigatório, portanto o Padre deve ser comunicado antes do inicio da Missa e autorizar ou não o canto.
Se possível é muito bom cantar as respostas da Oração Eucarística, principalmente em festas más solenes.
4- Rito da Comunhão
Pai Nosso: há uma enorme diferença quando cantado por toda a comunidade. Quando assim o fazemos, nos tornamos mais unidos, nos sentimos mais filhos. Não é obrigatório o canto e deve ser informado ao Padre se for cantado.
Abraço da Paz: é o momento de distribuirmos a paz. Se possível poderia haver um rodízio entre os que cantam para distribuir a paz para o povo.
Cordeiro: deve conter os dizeres do Cordeiro de Deus do folheto. Não é obrigatório o canto e deve ser informado ao Padre se for cantado.
Canto de Comunhão: é chegado o momento de receber Jesus. A música deve continuar até o último fiel receber Jesus. Depois deve haver silêncio.
Ação de Graças: deve ser um canto suave e de reflexão, de acordo com o Evangelho do dia. Não é obrigatório o canto e deve ser informado ao Padre se for cantado.
5- Ritos Finais
Canto Final: é para o povo sair da Igreja com a liturgia na cabeça e no coração. Não precisa ser cantado por todos os fiéis mas deve receber o mesmo tratamento do Ministério de Música.
(TEXTO RETIRADO DO EXCELENTE SITE: CENTRAL DO MÚSICO CATÓLICO:http://cmcatolico.cjb.net/)
-AQUI TRANSCRITO PELA CERTEZA DE QUE É IMPORTANTE QUE SE DIVULGUE ESSA MENSAGEM E SEUS CONHECIMENTOS EM TODAS AS PARÓQUIAS.
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