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Martin Luther King |  |
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“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele.”
O pastor evangélico negro, Dr. Martin Luther King Jr., Prêmio Nobel da Paz, discípulo de Gandhi, líder anti-segregacionista norte-americano, apóstolo da não-violência, assassinado em 1968, deixou, como legado à Humanidade, a maior contribuição que um ser humano pode oferecer aos seus semelhantes: um exemplo de realização, fé e esperança na compreensão e harmonia entre os homens de todas as raças, de todas as religiões e de todas as culturas.
A contribuição que Martin Luther King Jr. Deixou à Humanidade foi ele mesmo - a sua própria vida.
Abaixo você tem um resumo da vida do reverendo Dr. Martin Luther King Jr.
1899: 19 de dezembro - Nascimento de Martin Luther King, pai, em Stockbridge, Geórgia.
1929: 15 de janeiro - Nascimento de Martin Luther King Jr., em Atlanta, Geórgia.
1935: Entrada na escola pública.
1935 - 1942: Passagem pela Escola Experimental da Universidade de Atlanta e estudos na Escola Secundária Booker T. Washington.
1941: Morte de sua avó, Jennie Williams. Desesperado, o menino King joga-se do primeiro andar de sua casa, mas felizmente escapa ileso.
1944: Viagem a Harford, Connecticut, e a outras cidades do Norte, onde Martin percebe a total ausência de sinais externos de segregação, contrariamente a todo o sul norte-americano, minado por um eterno clima de violência racial. Em setembro, entra no Morehouse College.
1947: Nomeado consagrado adjunto da paróquia de Ebénezer.
1948: Junho - recebe seu diploma no Morehouse College. No outono, parte para Chester, Pensilvânia, onde entra na Faculdade de Teologia de Crozer. Estuda filosofia, lendo principalmente Hegel. Descobre então Gandhi.
1951: Junho - Recebe o diploma na Faculdade de Teologia de Crozer. Inscreve-se imediatamente nos cursos de filosofia na Universidade de Boston.
1952: Namoro entre Martin e Coreta Scott, em Boston.
1953: 18 de junho - Casamento de Martin e Coretta, na casa da noiva, em Marion, Geórgia.
1954: Martin se torna pastor da Igreja Batista da Avenida Dexter, Montgomery, Alabama.
1955: Primavera - Martin recebe o diploma de doutro em Filosofia.
1955: Novembro - Nasce a primeira filha de Martin e Coretta: Yolanda.
1955: Dezembro - Boicote aos ônibus de Montgomery: Martin participa intensamente do movimento, o primeiro entre tantos em prol do direitos civis.
1956: 30 de janeiro - Atentado a bomba contra a casa de Martin, em Montgomery, felizmente sem vítimas.
1956: 20 de dezembro - Fim do boicote com a chegada a Montgomery da ordem do Supremo Tribunal dos Estados Unidos abolindo a segregação nos ônibus.
1957: Março - Viagem a Gana, África, a convite do presidente Nkruma.
1958: A 17 de setembro publica o seu primeiro livro Stride Toward Freedom.
1958: A 19 de setembro, autografando livro, sofre um atentado.
1959: Em primeiro de março, viaja à Índia, na companhia da esposa e do prof. Lawrence D. Reddick.
1959: A 29 de novembro, pede demissão da Igreja Batista da Avenida Dexter, Montgomery, e transfere-se para Atlanta.
1960: Tornam-se comuns em Atlanta as manisfestações de protesto pela segregação nas lanchonetes. Luther King é preso, juntamente com estudantes universitários, quando participava de uma delas.
1961: Em dezembro, foi novamente preso, desta vez em Albany.
1961: Têm início as Jornadas pela Liberdade, sendo Luther King o presidente da comissão de coordenação.
1962: No dia 27 de julho foi preso, ao participar de uma manifestação pelos direitos civis.
1963: Durante uma permanência de oito dias na prisão, Luther King escreveu a “Carta de uma Prisão em Birmingham”, uma carta aberta a um grupo de sacerdotes do Alabama.
1963: No dia 28 de agosto, realizou-se a Marcha sobre Washington.
1964: Recebe o Prêmio Nobel da Paz.
1965: Declarou-se contrário a guerra do Vietnã.
1966: Muda-se com a família para Chicago.
1967: No dia 4 de abril, pronuncia o seu discurso “Além do Vietnã”.
1967: Viaja pelo Estados Unidos, pronunciando discursos.
1968: Pronuncia, no dia 3 de abril, o seu último discurso, em Mênfis.
1968: No dia 4 de abril, é assassinado.
1968: No dia 9 de abril, realizam-se os funerais na Igreja Batista de Ebenézer.
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PENSAMENTOS DE MARTIN LUTHER KING
“Enfrentaremos a força física com a nossa força moral.”
“Se quisermos ter paz no mundo, homens e nações terão de adotar a aitude pacífica A que os fins e os meios devem adaptar-se.”
“O caminho está cheio de asperezas, mas, não abstante fadigas e humilhações, eu tenho ainda um sonho...”
“Hoje Cristo morreu pela nossa liberdade. Hoje também alguém de nós poderá morrer pela liberdade de seus irmãos.”
“Devemos responder ao ódio com amor.”
“O que afeta diretamente uma pessoa, afeta a todos indiretamente.”
“Na nossa sociedade, privar um homem de emprego ou de meios de vida, equivale, psicologicamente, a assassiná-lo.”
“Eu tentei ser direto e caminhar ao lado do próximo.”
“A sabedoria nascida da experiência deveria ensinar-nos que a guerra é obsoleta.”
“Tenho visto demasiado ódio para querer odiar.”
“Há um incêncio lavrando agora para os negros e probres desta sociedade.”
“A desobediência civil em massa é uma estratégia a favor das mudanças sociais.”
“Nunca estarei satisfeito até que a segregação racial desapareça da América.”
“A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todos os lugares”
"... Eu olhei de cima e vi a terra prometida.
Talvez eu não chegue lá, mas quero que saibam
hoje que nós, como povo, teremos uma terra
prometida. Por isso estou feliz esta noite.
Nada me preocupa, não temo ninguém (...)"
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EU TENHO UM SONHO
Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)
Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.
Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.
Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre.
Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.
Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.
De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".
Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.
Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.
Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.
Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.
Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre
. Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.
E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"
Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.
Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.
Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.
"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.
Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,
De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"
E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.
E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.
Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.
Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.
Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.
Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.
Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.
Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.
Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.
Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando tod
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